Cidades da Copa optam por ônibus rápido e terão R$ 11 bi

DCI - São Paulo/SP - SERVIÇOS - 19/02/2010 - 00:00:00

Daniel Popov

SÃO PAULO - O governo federal investirá R$ 11 bilhões para o financiamento de 47 projetos ligados ao transporte coletivo urbano visando a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Desse montante, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Mobilidade Urbana, R$ 7 bilhões serão investidos pela União com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sendo boa parte desses aportes direcionada a linhas de transporte de ônibus modernos, que devem se tornar a menina-dos-olhos de nove das 12 cidades-sede da Copa no Brasil.

Segundo Marcos Bicalho, diretor superintendente da Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), até o segundo semestre deste ano todas as obras já estarão em andamento. "A definição do orçamento veio em ótimo momento. Estamos a apenas quatro anos do mundial e é necessário que as obras já tenham o seu andamento iniciado. As obras devem ser concluídas até 2013", comentou Bicalho, em entrevista exclusiva ao DCI.

As cidades-sede terão até o meio do ano para enviarem os seus projetos ao governo, para o começo das obras ainda no segundo semestre. Segundo Bicalho, a verba para a compra de veículos e para outros pormenores que não façam parte da construção da estrutura dos projetos deverá partir do sistema privado. "As melhorias técnicas no transporte coletivo por ônibus devem ser aliadas à criação de incentivos fiscais e linhas de créditos especiais para a aquisição de veículos novos pelas concessionárias privadas, como forma de não onerar o preço das tarifas para a população" afirmou ele.

Das 12 cidades que sediarão o mundial no Brasil, nove já optaram pelo sistema de transporte rápido por ônibus (BRT). Ao todo serão construídas 20 BRTs sendo, 6 em Belo Horizonte (MG), 4 em Fortaleza (CE), duas em Manaus (AM), Recife (PE), Porto Alegre (RS), e Cuiabá (MT), uma no Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e em Salvador (BA).

Além da Copa, as cidades visam melhorar o sistema de transporte para os próximos anos. "Os corredores exclusivos para os ônibus melhoram a velocidade de transporte e permitem serviços de melhor qualidade, aumentando a confiabilidade do usuário e, consequentemente, a demanda por serviços", disse Bicalho.

Para a NTU, a opção da maioria das cidades-sede da Copa pelo BRT é positiva, principalmente, porque a sua implementação é rápida, levando de 24 à 36 meses. Além disso, a solução é mais barata, em torno de R$ 111 milhões a cada 10 Km, se comparada às outras modalidades de transporte, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que demora cinco anos para ser construído e custa R$ 404 milhões e também o Metrô, com estimativas de nove anos à implementação, a custos de R$ 2 bilhões.

Os projetos do PAC focando a mobilidade foram aprovados pelo governo federal após extensas negociações com as sedes da Copa. Recentemente, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, comentou que o governo priorizou obras de transporte público que pudessem ser concluídas antes do Mundial e que já tivessem projetos finalizados ou licenças ambientais liberadas.

Por conta destas restrições, projetos como a construção de metrôs em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador não receberão estes recursos. Já a Associação Nacional de Transportes Urbanos afirma que entre os projetos aprovados, além dos BRTs, estão VLTs de Brasília e Fortaleza, monotrilhos de São Paulo e Manaus e ainda dez corredores expressos de ônibus.

Outros paises

Para este ano, a África do Sul , que organizará o mundial de futebol, construiu, segundo a NTU, uma rede de transporte urbano totalmente nova e baseada em BRTs.

No mundo, mais de 80 cidades já possuem esse mesmo sistema de transporte, implantado e operando, e outras centenas estão com seus projetos em fase de implementação. "Os municípios brasileiros precisam de sistemas de transporte coletivo que comportem o aumento de demanda durante a Copa, e que também sejam deixados como legado à população", explicou Bicalho.

Poluição

A NTU cobra no quesito meio ambiente e diz estar preocupada com a emissão de gases poluentes na atmosfera, principalmente por meio da queima de combustíveis derivados do petróleo. Por isso realizou um estudo intitulado "Perspectivas de alteração da matriz energética do transporte público urbano por ônibus", para avaliar alternativas para diminuir o impacto ambiental do setor dos transportes coletivos nas grandes cidades brasileiras. "Nosso segmento também tem responsabilidade com relação à qualidade do ar nas cidades e precisa estar atento às discussões do tema, avaliando tanto o uso de combustíveis renováveis quanto o desenvolvimento de tecnologias mais avançadas para os veículos atuais", disse Marcos Bicalho.

O segundo semestre vai ser aquecido para as empresas que disputarão fatias dos R$ 11 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para projetos de mobilidade urbana, principalmente entre nove das 12 cidades-sede interessadas em implementar ônibus urbanos mais velozes - os "Bus Rapid Transit (BRTs)", biarticulados e com capacidade para 270 pessoas, que trafegam com velocidade média de 20 Km, em pistas exclusivas.

Do aporte federal, R$ 7 bilhões serão de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e para a Copa serão construídas 20 linhas para os BRTs, nas cidades de Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Recife, Porto Alegre, Cuiabá, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Entre os 47 projetos aprovados para a área de mobilidade para a Copa, além dos BRTs estão os Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs) de Brasília e Fortaleza, monotrilhos de São Paulo e Manaus, e ainda dez corredores expressos de ônibus.

Segundo o diretor superintendente da Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho, a opção da maioria das cidades-sede da Copa pelo ônibus biarticulado é positiva, pois a implementação leva de 24 a 36 meses e é a solução mais barata, em média R$ 111 milhões a cada 10 quilômetros, se comparada às outras modalidades de transporte como o VLT, que custa R$ 404 milhões, ou o Metrô, que exige investimentos de R$ 2 bilhões.

Os projetos voltados a melhorias no transporte para a Copa contemplados pelo governo terão início das obras no segundo semestre e têm de ser entregues até 2013, pois a ideia é atender a população antes do Mundial. "Estamos a apenas 4 anos da Copa e é necessário que as obras tenham o seu andamento iniciado", alerta Bicalho.

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