
Blairo Maggi: “construção desta ferrovia representa a possibilidade de Mato Grosso continuar crescendo”
A Ferrovia de Integração Centro-Oeste vai ter influência sobre 59 municípios mato-grossenses, conforme apresentado ontem (15.03), em Lucas do Rio Verde, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). Para o governador Blairo Maggi a construção desta ferrovia representa “a possibilidade de Mato Grosso continuar crescendo, expandindo a atividade primária e também a agroindustrial”.
Quatro Estados brasileiros, Acre, Rondônia, Goiás e Mato Grosso, serão ligados pela Ferrovia de Integração que servirá como solução para os problemas de logística da BR-163 e BR-158, além da hidrovia Lucas do Rio Verde. Em Mato Grosso, ela terá quatro terminais de carga nos municípios de Lucas do Rio Verde, Sapezal, Campo Novo do Parecis e Água Boa.
O projeto foi elaborado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes. Durante toda a manhã, Governo, gestores municipais e autoridades políticas de Mato Grosso debateram a importância desta grande obra para todo o país. A apresentação seguiu a tônica de se construir arranjos institucionais.
Essa ferrovia é a primeira parte de um projeto gigantesco, a Ferrovia Transcontinental (EF-354) que é planejada com 4.400 quilômetros de extensão. A Ferrovia Centro-Oeste terá investimentos de R$ 6,4 bilhões, numa construção de 1.602 entre Uruaçu/GO e Vilhena/RO, com previsão de ser concluída em 2014. É um modal de grande importância na economia do país.
Blairo Maggi argumentou que se a produção aumentar mais, o Estado corre risco de passar por um blecaute, ficando sem saída para escoamento da safra.
O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, disse que esta ferrovia vai trazer uma economia de R$ 1 bilhão no escoamento da safra. “É uma nova linha de desenvolvimento que significa um grande impacto não só para o Centro-Oeste, mas para todo o Brasil”, ressaltou Silveira, ao lembrar que Mato Grosso tem o custo de frete mais caro do mundo e o maior potencial de produção.
DESENVOLVIMENTO
“Vivemos a era da infraestrutura, de apostarmos em projetos estruturais e continentais. Esta é uma mudança fundamental para o país”, destacou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos ao informar ainda a possibilidade de se construir alguns ramais dependendo do fluxo.
O diretor do Dnit, Antonio Pagot, enfatizou a importância do evento em Lucas, falou da necessidade dos incentivos do Governo e conclamou a participação da bancada parlamentar dos quatro Estados.